segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
SENTA NO COLO D´ÊLE!
SENTA NO COLO D´ÊLE!
Se sentir que suas forças estão sumindo,
Que seus pensamentos otimistas desapareceram,
Que as lágrimas fizeram, de seus olhos, fontes...
Senta no colo D´Êle!
Se num repente tudo perder o sentido,
O entusiasmo for passear e não voltar
E levar com ele toda a beleza do dia...
Senta no colo D´Êle!
Se as esperanças perderem o verde,
Seu sorriso murchar feito rosa sem água
E o cinza tomar conta de tudo...
Senta no colo D´Êle!
Feche seus olhos e não pense em nada.
Fica encolhida dentro desse abraço,
Envolta na fé que justifica seus dias...
Senta no colo D´Êle!
Até que as lagrimas se enxuguem...
Até que a respiração se acalme...
Até que sono te embale...
Senta no colo D´Êle!
Até que dor se cure...
Até que a fé te recupere...
Até que o amor te salve!
(Gi Neves)
sábado, 9 de outubro de 2010
Registros
Registros
Tem um sorriso estampado no tempo,
Uma alegria escondida nas artimanhas do vento,
Uma música brincando de dançar com o ar!
Tem suas mãos descansando em meu ventre,
Meus dedos escorrendo nas mechas de seus cabelos,
Um resto de mel grudado em nossas línguas e lábios.
Tem esse momento transcendente na passagem das horas,
Tem amor sendo derramado em formas de magia,
Na explicitude alquímica da transparência do dia!
Tem nossas células corporais registrando no cérebro
Todos os nossos segredos vivenciados pelos sentidos,
Até que o tempo tenha tempo de apagá-los ( e nós também)...
(Gi Neves)
domingo, 12 de setembro de 2010
The Art of Living
The art of living
I wanted to think a good thing…
I wanted to do a good thing…
I wanted to close my eyes to everything was not good and nice
And believe that only good things happen in the world…
Because dreaming is good too…but just wake up.
You face the lion of the day…because life is so.
To life is to kill a lion by day and the trick is to make it a joy…
And smiling, singing, thanks for another day of life,
Because that´s all you can do, while living.
Weep a thousand tears,
But every minute of happiness
Will be able to erase all the sadness.
And these are the minutes that make life worth living.
(Gi Neves)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
SELVAGEM
Quero o barulho das ruas,
Quero a loucura da vida,
Quero carros, quero gente,
Quero ser essa avenida.
Quero os letreitos e os neons
Atrapalhando a vista.
Quero o susto da buzina,
Quero o andar apressado da menina.
Quero ônibus lotados,
Quero pontes, viadutos,
Quero o bêbado e o palhaço,
Quero risos amargurados.
Sou o cordeiro e a fera,
Sou mulher, sou animal,
Sou o bem e o mal,
Sou dual, sou alguém…
Perdida na cidade nua,
Na solidão das ruas.
Uma partícula qualquer,
Um ponto solto no espaço.
Sou um pingo
De giz
Escondido
Num traço.
(Gi Neves)
O JOGO
Que tal, vamos brincar?
Eu jogo meu coração, você tenta segurar.
Mas qual…que parceiro fui arranjar!
Eu arremesso certinho, ele deixa escapar.
Mesmo assim vamos brincando,
Sadicamente deixando que este pobre coração
Viva na doce esperança, desesperada ganância
De que um dia o arremesso vá direto às suas mãos.
(Gi Neves)
CONSOLO
Vai, pescador, iça tua vara!
Esquece o sol que te penetra a pele…
A tarde é curta e tua sorte depende
Do peixe que fisgue tua vara inerte.
Esquece a chuva e vai à luta,
Pois do teu trabalho
Provém a migalha que ilude a carne
E finge que alimenta.
Entrega ao Padroeiro o teu legado traiçoeiro
E goza a ventura de ter
Por companheira a Natureza
E por destino a aventura.
(Gi Neves)
DESESPERANÇA
Novamente vem o vento …
Levantando a poeira do passado,
Transtornando as fantasias,
Retrocedendo meus passos
Nessa louca investida.
Novamente vem o vento …
Separando os braços dos abraços,
Desunindo os lábios,
Provocando espasmos
Na corrida do tempo.
Novamente parte o vento …
Deixando um vazio i-m-e-n-s-o!
Pedaços de esperanças espalhados,
Palavras vãs levitando no espaço
Imensurável da vida.
(Gi Neves)
AMARGURA
Vontade enorme de partir…
Sumir, desaparecer, implodir.
Penetrar o nada e nunca mais sair.
Sumir…
Morrer…
Dormir…
Fazer finalmente parte do vazio
No qual sempre estive e a que sempre pertenci.
Não é depressão…não há covardia.
É a fusão do nada com o não.
É a isenção total de sentimentos.
É a perda imensurável de tempo.
É o drama do momento.
É a falta completa de argumento.
São desperdícios lançados ao vento…
É o desejo de ir desaparecendo aos poucos.
Desintegrando em sono lento.
Sumindo…
Voando…
Morrendo…
(Gi Neves)
domingo, 8 de agosto de 2010
A SÓS COMIGO
Algumas vezes passei um final de semana em casa, sozinha. Seja porque a chuva era muita e desencorajava qualquer criatura a colocar os pés para fora; seja por estar em “contenção de despesas” (risos); seja por desencontro de programas e horários com amigos, ou mesmo por ter marcado com “alguém” e tomado um “bolo”, enfim… Mas nunca por haver decidido estar a sós comigo mesma. Porém, hoje foi assim.
Decidi isso ontem à noite; abafei todas as programações pensadas e resolvi que passaria 24 horas ao meu próprio dispor. Só eu e minha alma; eu e minha história, eu e minha psiquê; eu comigo mesma.
E venho neste momento contar que esta foi a melhor decisão já tomada em minha vida, o melhor programa que podia ter pensado fazer. Ainda bem que o fiz!
Bem, mas é melhor contar desde o início, como toda história deve ser contada. Então, era uma vez…(risos).
Despertei naturalmente as 9 horas, me espreguicei na cama, sentei na posição de Buda e fiz meu “Globo Azul” envolvendo toda a família, amigos, parentes, vizinhos e colegas. Exercitei meu Pranayam e, de pé, alinhei e energizei meus chackras principais. Puxei então uma aba da cortina e notei que o domingo estava calmo e claro. Estava inspirando esta manhã tranquila quando um desajustado emocional passou roncando os motores de seu possante, com o som no mais alto volume e quase carregou meus tímpanos com ele. Não fosse o alinhamento dos chackras eu juro que não seria responsável pelas minhas atitudes… mas deixemos isso pra lá.
Uma vez energizada, espreguiçada e desperta, dei início à minha sessão mistureba, ou seja, alongamento, exercícios de yoga e dança, tudo com muita música rolando solta e invadindo o espaço harmoniosamente. Aí , você que é um(a) neurótico(a) normal dirá: - Mas, alongamento e yoga COM DANÇA?????? E eu explico que, afinal, eu nunca fui adepta a seguir padrões, pelo menos não na íntegra e, assim sendo, enquanto estou concentrada em meus exercícios, o som muda de repente e explode a deliciosa cadência de Seu Jorge e eu, que não sou de ferro, me vejo obrigada a saudar essa maravilha. E nada melhor que dançando, concorda? ??
O importante é que, entre uma dança e outra pra saudar algum cantor específico, acabo cumprindo (finalmente)todo o ritual e já posso cair no banho. Ah…que delícia de ducha! Penso que toda criatura viva do planeta deveria ter direito a uma deliciosa ducha matinal.
Ainda enrolada na toalha faço meu café, pois sem ele eu não pego no tranco; amasso a banana com granola, meto chocolate amargo no café(hummmm), abençôo tudo e devoro com o mesmo prazer que uma criança diante de um sorvete de 3 bolas hipercolorido.
Resolvo que tá na hora de dar uma aparada na minha cabeleira negra. Nunca soube porque tinha tanta habilidade com cabelos e tesouras até minha primeira sessão de retorno a vidas passadas , onde descobri que, numa das minhas vidas anteriores, fui cabeleireira da corte e mulata. Então entendo também minha eterna briga contra o racismo e minha paixão pela música e pela culinária de influência negra: feijoada, caruru, vatapá, moquecas, pirões, caldos e farofas, tudo regado a muito samba, a cuica chorando, a viola tinindo e os pés envoltos no ritmo, seguindo o compasso da dança. Uma branquela metida a bêsta, ou melhor, a negra (risos).
Aparo as pontas e me vejo diante de meu próprio elogio: - Mulher…você é dezzzzzz!!!!!!
Mas, e agora…faço o que? Bem, se sou minha própria visita, nada mais de acordo que iniciar um papo comigo. Pergunto-me como vou indo e então paro para pensar a resposta verdadeira, não a automática. E decido que estou bem…bem humorada… relativamente saudável,após algumas lutas orgânicas…tranquila, apesar de tudo indicar “estado de sítio” (risos)…esperançosa, até por que isso evita possíveis crises e conflitos…sonhadora, pois se for pra não sonhar ia preferir estar morta, afinal, sou movida a sonhos, música, bençãos e sol. Esse quarteto representa a cruz que me sustenta.
Para continuar o papo com minha visitante (euzinha mesma), resolvo rever alguns álbuns de fotos com ela, em várias idades e situações diferentes. Ah, que idéia boa!Eu com os meninos…tão pequeninos…tão lindos! Bateu aquela saudade gostosa e as lágrimas logo brotaram, de alegria, claro.
E vê-los pequenos fez com que eu me lembrasse de mim pequena, da minhainfância, da minha criança tão silenciosa, tão escondida de tudo e de todos, constantemente no alto de alguma árvore onde descer era sempre uma novela (risos). Ou então trancada em meu quarto com minhas bonecas de papel e suas casas feitas de caixas de sapatos e seus móveis de caixas de fósforos vazias recobertas de papel adesivo imitando madeira. O mundo acontecia dentro de minha cabecinha, sem compartilhar com ninguém. Ir à escola era meu castigo, ou pelo menos era assim que eu via. A hora do recreio, meu martírio. Costumava enrolar o braço, um pé ou uma mão com talas de tecido fingindo estar machucada e assim ficar livre de brincar com as outras crianças. Só comigo, em meu mundo psíquico, emocional e totalmente particular. Uma criança que não soube ter infância. Adorava os animais, os insetos e demais espécies da natureza, menos o ser humano(risos). Gostava de ficar olhando a incansável tarefa das formigas…tocar nas joaninhas e vê-las virar uma bolinha…observar, de longe, as abelhas criarem seus favos de mel, as saídas e retornos à colméia…e de conversar com os cachorros e os gatos que eu trazia para casa.
Lembrei-me de minha adolescência tão conturbada. Não achava espaço em nenhum espaço e então, sem motivo aparente, eu contestava tudo. Até o dia em que me cansei de tanta contestação e me descobri adulta.
Lembrei a adoração que eu tinha (e tenho) por leitura. Tudo eu queria saber, tudo eu queria conhecer e parecia que a vida não teria tempo suficiente para eu aprender tudo que eu queria. Nada parecia conter a verdade que eu buscava. Tudo era tão temporário: valores, conceitos, etc. e isso me desesperava, em busca de maior solidez.
Sentia que minha vida pedia maior atenção para as coisas do espírito, mas não sabia o que eu buscava, nem onde encontrar. E comecei por onde a família havia me iniciado: o catolicismo. Um dia entrei no confessionário e fiquei calada. O padre disse: - Filha, pode dizer seus pecados. E eu respondi: - Ando achando que não os tenho. Levantei-me e fui embora e não voltei mais a me confessar, a não ser a mim mesma, na busca de correção para meus erros e na minha conversa diária com Deus.
Busquei respostas na Seichonoyê (sei que se escreve separado, mas quero assim). Lá aprendi a prática do pensamento positivo e a persistência. Mas era pouco…
Fui para a Messiânica. Bem, aprendi a fazer pequenas ikebanas(risos)…
De lá para o Zen Budismo foi um pulo. E ali fiquei mais tempo. Aprendi meditação, técnicas de concentração, o controle da mente e dos pensamentos. Mas a adoração à imagem de Buda me incomodava. E parti para a Gnose, onde aprendi a paciência, a humildade, a acalmar a mente através dos koans, a controlar o corpo e as emoções.
Mas foi na Eubiose que realmente me identifiquei. Aprendi as yogas mentais, a desenvolver clarividência e clariaudiência, a alinhar e energizar meus chackras, a absorver luz, ler e interpretar a aura, aprendi os rituais e mantras, a matemática divina, estudei o paganismo, depois praticamente todas as religiões e o cristianismo primitivo que originou a maioria, a história dos povos, tive acesso a livros antiquíssimos que originaram o estudo da numerologia, da astrologia e do tarot, aprendi sobre a dualidade do todo, inclusive da Divindade, enfim, aprendi verdades e mentiras e cumpri todos os graus de aprendizado. Saí de lá para o mundo com os conceitos atuais, que espero sejam modificados com o tempo, sinal de que estou evoluindo.
Bom, terminada a sessão “recordações”, esse passeio pelas minhas várias idades, achei por bem convidar-me para almoçar e decidi por uma comida típicamente alemã. Cozinhei batatas inteiras, ovos e salsichas. Passei as batatas no azeite com salsinhas e os ovos e salsichas na mostarda. Isso tudo acompanhado de uma bela e gelada cerveja preta. Hummmm…delicioso!
Estive cuidando muito bem de mim mesma. Lavei e guardei tudo, coloquei um CD de Klauss Schonning, com os sons da Terra e dei continuidade à leitura de “A Dama das Amêndoas” – Marina Fiorato, até as 18:30 horas. De repente bateu aquela saudade dos chás da tarde de minha mãe e sua amiga Lila, e pensei: Por que não?
Bati rapidamente um bolo de baunilha, recheei com maçãs, bananas e uvas passas, polvilhei açúcar e canela. Ficou divino!!!!
São 20:30 horas e estou saboreando esta delícia, acompanhada de uma bela xícara de chá de Anis. O perfume dos dois, acrescentado ao incenso de canela que deixei queimando impregnaram a casa de um aroma tão agradável que sinto como se os anjos estivessem presentes nesta visita à mim mesma. É…acho que vou propor-me esta visita mais vezes .
Existe uma egrégora harmônica em redor de tudo, um sorriso escondido na boca do tempo, uma alegria disfarçada na brisa trazida pelo vento e (não tenho certeza) acho que Deus me colocou em seu colo.
Então, nada melhor que aproveitar pra dormir e garantir bons sonhos!
Boa noite, Giana!
(Gi Neves)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
CARTA AO PAI
Foi por orgulho que eu não gritei: - FICA!
Foi por orgulho que não deixei o tudo, que nada representa, e te segui confiante…
Foi por orgulho que achei mais fácil desistir…achei mais prático ficar…achei mais humano colocar minhas causas e minha vida dentro de meu próprio abraço…
E deixar seu avião partir!
Parecia estar deixando tudo envolto em lógica, em razão de ser.
Claro que, de posse de meus 30 anos, era impossível saber do envelhecer. Impossível prever a solidão das horas quando se está imbuído de tantas guerras para vencer, de tanta gente para cuidar, de tanta vida para doar…
Impossível imaginar esta sexta-feira fria e chuvosa onde, solitária, debaixo de um edredom, derramo a tinta da caneta nestas linhas de um papel confissionário.
Foi por orgulho que me presenteei com a solidão dos dias que escorregam por entre intermináveis horas, nos tantos relógios espalhados pela casa.
Parecem querer comprovar que o tempo não para.
Não…o tempo não para, não espera, não elucida. O tempo só segue sua trajetória interminável e em frente. E os restos que deixa para trás são os nossos cacos, que vamos catando e colando na esperança de reconstruí-los. Mas as cicatrizes são muitas e o que era inteiro se perde em veios que não se juntam mais.
É claro que o orgulho é tão dual quanto todo o resto do universo e tem seu lado positivo. Olho para trás e sinto orgulho de ter vencido sozinha o que deveria ter vencido acompanhada. São os lados de uma mesma moeda: cara e coroa. Mas somos viciados em olhar, por muito tempo, um mesmo ângulo, antes de nos voltarmos para percebermos o outro.
E assim caminha a humanidade e o vivenciar da dualidade do todo.
Não fomos ensinados a misturar esse todo de uma forma homogênea, a fim de criarmos um bolo fofo. Nosso bolo da felicidade sola…sempre sola.
E é por isso que tantas janelas permanecem acesas nesta madrugada cinza…
Que tantas canetas deitam linhas infindas sobre páginas confissionárias…
Tantos olhos derramam lágrimas sobre as mesmas folhas escritas…
Tantos corpos choram a solidão dos dias no decorrer das horas…
É com orgulho que deposito a esperança na aurora de cada dia, no laranja e no rosa de cada amanhecer e por mais que as lágrimas insistam, meus lábios abrem-se num sorriso ao quadro matinal, em gratidão eterna ao Grande Paisagista, nesta obra magnífica, que é a VIDA e que não tem culpa se não sabemos admirá-la o suficiente para imitá-la.
E assim, abro meus braços a cada novo dia e peço:
- PAI, não te esqueças de mim! Me pega no teu colo de paz! Me envolve nos teus braços de luz!
B I J A M !!!!!!!!!!!!!!!!!!
(Gi Neves)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
ACRÓSTICO INSONE
ACRÓSTICO INSONE
Gemidos roucos presos na garganta
Inflamam os olhos perdidos no decorrer das horas
Atadas aos ponteiros que escorregam nos relógios do tempo,
No aguardo dos teus beijos, das tuas mãos, do teu fogo,
Alucinando este corpo envolto em labaredas.
Nada é capaz de promover-me o sono
E ainda menos levar-me à calmaria.
Viajo em pensamentos pelos teus mares secretos,
Envolta em fantasiosas ondas de desejos,
Sonhando acordada (ansiosa) enquanto te aguardo...
(Gi Neves)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PACIÊNCIA!
Paciência!
É assistir os dias brincarem de esconde-esconde com seus anseios,
Ver o tempo jogando pingue-pongue com seus sentimentos;
Ser o artista na obra da engenharia
De construir e desconstruir seus alicerces;
Sonhar, como quem salta de um paraquedas, cheio de esperança,
Mas na espreita do dia em que ele não abrirá;
Estar pronta para o abrir e fechar das cortinas no teatro da vida,
Onde o que conta é o faz-de-conta;
Adentrar esse mar de lágrimas salgadas, que queimam a alma…
E emergir ilesa, qual Fênix!
Ter consciência de que tudo é uma ópera montada por Deus,
Onde todos somos meros figurantes no sonho divino…
E ainda assim mergulhar de cabeça nessa louca fantasia,
Que é a vida!
(Gi Neves)
É assistir os dias brincarem de esconde-esconde com seus anseios,
Ver o tempo jogando pingue-pongue com seus sentimentos;
Ser o artista na obra da engenharia
De construir e desconstruir seus alicerces;
Sonhar, como quem salta de um paraquedas, cheio de esperança,
Mas na espreita do dia em que ele não abrirá;
Estar pronta para o abrir e fechar das cortinas no teatro da vida,
Onde o que conta é o faz-de-conta;
Adentrar esse mar de lágrimas salgadas, que queimam a alma…
E emergir ilesa, qual Fênix!
Ter consciência de que tudo é uma ópera montada por Deus,
Onde todos somos meros figurantes no sonho divino…
E ainda assim mergulhar de cabeça nessa louca fantasia,
Que é a vida!
(Gi Neves)
sábado, 19 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
EU SOU A FILHA DO VENTO!
SOU A FILHA DO VENTO…
Eu não sei em que esquina do inconsciente
eu me perdi de mim.
Em que minuto..em que hora…eu adentrei este vazio
Onde nada…ninguém…é capaz de preencher!
Em não sei por que motivo
Eu me desfiz de mim mesma e me apartei do real.
E adentrei o lúdico… o onírico…
Na fantasia de sobreviver.
Eu não sei o porque dessa lágrima insistente e sempre pronta a rolar.
Mas eu me envolvo na música do cosmos…
Eu me entrego aos sabores das uvas cultivadas nas pedras…
Eu me ofereço aos desígnios ofertados por Bacco…
Eu me apodero do espírito de Afrodite…
E faço de conta que sou feita de amor!
Me debruço na janela da vida e assisto a uma dança de roda.
Corpos e rostos girando ao som dos ponteiros dos relógios…
Sorrisos e cantos que não são meus…nem pra mim…
Nem me apercebem a admirá-los.
São feitos de barro…eu de pó.
Se alicerçam nas águas…eu, em meus nós.
Se atormentam nos contras…me alimento dos prós.
São escravos do tempo…sou sujeito!
Eu sou a filha do vento…sou a teia onde me invento!
(Gi Neves)
segunda-feira, 24 de maio de 2010
TOLERÂNCIA
Tolerância
A meta do mês era refletir a respeito desse tema e achei que teria que buscar leituras capazes de esclarecer-me melhor a respeito. Mas a vida reserva surpresas..e o que era para ser refletido acabou sendo vivenciado “in loco”.
E foram, e estão sendo, tantas as coisas que tenho que acatar neste momento …acatar, ainda que sem aceitar…acatar por total incapacidade de mudá-las…acatar ainda que com um grito preso na garganta.
Refletir, ainda que sem entender…enfim, TOLERAR!!!
Tolerar ser enganada…tolerar ser invejada…tolerar ser ultrajada…tolerar ser traida…tolerar ser abandonada…tolerar passar por vilã, sendo na verdade a vítima. Vítima da perversidade e da mentira que destroem, usurpam...
Descobrir que sua alegria era capaz de causar tanto ódio…que seu sorriso era capaz de proporcionar tanta inveja…que sua felicidade tinha a força de despertar um demônio temporariamente adormecido no outro.
Tolerar descobrir que perdoar foi teu maior erro…que há coisas e pessoas que não podem, não devem, não merecem ser perdoadas. Que é impossível mudar um adulto, seu carater está formado e isso é imutável.
Tolerar conviver com essa mágoa até que o tempo a exorcize completamente… que a lembrança do fato desapareça da mente…que a verdade venha à tona e tudo se harmonize em nossos corações feridos.
Que a cicatriz se desfaça pela magia da docilidade divina…que essa mesma alquimia transforme a noite tenebrosa em claro dia…que o fogo dos raios solares purifique e transmute as energias.
Enfim... “GATE GATE PARAGATE PARASANGATE BODHI SVAHA”!
(Gi Neves)
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