FANTASIA
Viver...
Ah, esse teatro insano!
De risos que se evolam
Nos prazeres do deleite;
De choros que se afogam
Nas vertentes das lágrimas.
De ideais construídos
No desejo de ser mais;
Do espreitar da morte
Desconstruindo os ideais.
Do tempo que não tem tempo
Para se cristalizar;
Da imortalidade da alma
A nos desafiar.
Corpos tão densos!
Vidas tão tênues!
Brincando de ser
Nos intervalos do “nascer”;
Fingindo se esconder
Nos espaços do “morrer”.
Gil Neves

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