Aos loucos, que como eu, encontram motivos pra gostar de poesias!

Esta é minha colcha de retalhos...trechos de vida vividos, outras vezes imaginados, que vão sendo agregados aos poucos. Convido amigos e quem mais quiser, a bordar esses retalhos com suas idéias, pensamentos, poemas, críticas, etc.







Gi Neves



terça-feira, 11 de outubro de 2016

EU TE AMO!



E u   t e   a m o !

Quando a felicidade decide invadir seu dia,
Não precisa um motivo.
O motivo é a própria vida!

Essência Divina desnudando a alma,
Revirando o cérebro numa alquimia
Que resulta em riso, paz de espírito e alegria!

Uma vontade de soprar ao vento essa felicidade;
Vontade louca de abraçar o mar
E envolver-me em suas brancas ondas!

Entregar-me ao sol que colore de laranja o dia!
Fechar os olhos e só sentir...
Sentir a brisa arrepiando a pele!

Vontade de voar o voo dos pássaros e das borboletas!
Sentir o coração pulsar nas veias e artérias,
No ritmo frenético da música corporal!

Tudo vive! Tudo pulsa! Tudo dança!

Vontade de falar com Deus..!
Falar da minha gratidão infinita, da minha fé nos homens,
Da minha fé no amor, da minha fé na vida!

DEUS!
Para além de tudo que eu consiga entender
E muito além do não chego a compreender,

Eu só queria lhe dizer:
- QUE EU TE AMO!
Obrigada pela vida!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A TEIA QUE EU TEÇO

Bruxa com teias de aranha do projeto

A TEIA QUE EU TEÇO

Eu sou essa teia que eu teço
dia a dia, hora a hora,
minuto a minuto,
há mais de seis décadas.

Eu sou essa teia que teço
de lágrima em lágrima,
de tropeço em tropeço e
 sei que sempre será assim.

Eu sou essa teia que teço
de sonhos em sonhos,
de esperança em esperança,
por que é assim que Eu Sou!

Eu sou essa teia que teço 
de oração em oração, 
de gratidão em gratidão,
pelos milagres que recebi.

Eu sou essa teia que teço
de incerteza em incerteza,
de descoberta a descoberta
e foi assim que eu cresci.

Eu sou essa teia que teço
ao longo do tempo, da vida,
à mercê dos ventos e eventos,
até que chegue o dia de partir.


Gil Neves
15/09/2016

sexta-feira, 31 de julho de 2015

TODO DIA É DIA DE SER FELIZ!


Todo dia é dia de ser feliz!


O universo está em eterna renovação,
morrendo e renascendo sem cessar e
seus componentes têm prazo de validade.

Todo dia contém a possibilidade de ser o último.
Todo dia é dia de morrer e renascer e continuar obedecendo ao ritmo dessa alquimia divina.

Todo dia é dia de se questionar,
de se melhorar, de se libertar dos erros,
de buscar acertos, de propor consertos.

Todo dia é dia de se amar e amar o outro,
de abraçar uma causa, uma árvore frondosa,
teu irmão, a  oportunidade de se renovar!

Todo dia é dia de lutar com todos os leões:
o orgulho, a vaidade, a prepotência, o ódio,
a inveja e os demais sentimentos venenosos.

Todo dia é dia de agradecer, de sonhar um sonho novo, de começar tudo outra vez, de doar muito amor
e, consequentemente, receber, porque...

Todo dia é dia de ser feliz!


TAT TUAM ASI!
BIJAM!


Gil Neves

sábado, 11 de outubro de 2014

PRECONCEITO...o que é isso?



P R E C O N C E I T O, o que é isso?

Preconceito é preconceito e quem sofre disso não tem jeito...só a vida e a Lei do Retorno, através de muito sofrimento, vão conseguir ensinar, ao longo das várias encarnações , que somos todos iguais, resultado da fusão dos mesmos elementos, pó de estrelas, sonho de um Deus amoroso e perfeito, inteligência suprema a reger, através de suas Leis, um Universo em eterna expansão.
Na verdade, eu só queria dizer que esses preconceituosos quanto à cor, à raça, à condição social, às escolhas sexuais ou políticas, à naturalidade e tantas outras formas de julgamento, não podem ser considerados representantes de uma sociedade. Na verdade são dignos de compaixão e e não deveríamos dar  tanta atenção às suas falas, aos seus escritos, vomitados através de redes sociais, na tentativa de ganhar um número grandioso de adeptos que lhes permitam acreditar que estão corretos em suas manifestações.
Melhor seria ignorá-los, não colocando mais lenha na fogueira, deixando que as brasas se apaguem e as cinzas sejam levadas pelo vento, pois pior que o autor do escândalo é aquele que o promove.
Sou paulista de nascimento e baiana de coração! Aliás, sou brasileira de localização no mapa e cidadã do planeta Terra inteiro. Onde quer que eu me sinta bem, é de lá que sou, temporária ou fixa, não importa. A língua pode ser diferente, como diferentes são todas as formas de manifestações, já que somos espíritos independentes, criativos, inteligentes e em diferentes estágios espirituais. Mas no resto, amigo, não se engane, SOMOS TODOS IGUAIS!
Não adianta encher de “supostos” conhecimentos um cérebro que sequer aprendeu a ser “gente”. Melhor seria que a cultura pudesse acontecer depois desse aprendizado. Aí sim, ela traria grandes e benéficos resultados.
Que pena que escolhemos os caminhos do sofrimento e da angústia para crescermos. Era para sermos felizes! Era para sermos equilibrados! Era para sermos amorosos!
Somos mônadas do Perfeito, concebidos à sua imagem e semelhança, com livre-arbítreo, prova maior da amorosidade desse maravilhoso Deus!
Nossas consciências puras não suportam nossos horrores, nosso afastamento do “bem”, do “bom”, do “belo” e derramam sobre nossos corpos o resultado disso, cobrindo-nos com doenças e pestes que medicina alguma é capaz de erradicar. Quando curam uma, em seguida outra virá.
Nosso egoísmo e avareza, para com o próximo, como se fossemos diferentes, ou compostos por outro material, nos permitem criar e sustentar uma sociedade da qual somos as maiores vítimas. Violência, descaso e, como é próprio dos espíritos que se acham na “infância espiritual”, o p-r-e-c-o-n-c-e-i-t-o.
Esse câncer que faz alguns acreditarem que são melhores ou diferentes e, por isso, com mais direitos, ou razões para submeter o outro a uma condição de inferioridade, como se isso fosse possível. NÃO É.
Portanto, sejamos sábios e vamos dar “tempo ao tempo”, mantendo-nos distantes dos sensacionalismos, quaisquer que sejam e, ao invés de perdermos tanto tempo em discussões  desnecessárias, oremos por esses espíritos imperfeitos, por nossos governantes, por nosso povo, por nosso país e por todos os continentes e os seres que os povoam, neste nosso maravilhoso Planeta Azul”.

Gil Neves

Outubro/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

DESPERTAR AGORA



DESPERTAR AGORA!


Enquanto aguardávamos na sinaleira pela abertura do sinal, seus olhos nos buscavam no intervalo entre os malabarismos que fazia com os côcos, em troca de um trocado, nessa troca absurda do pecado, onde já não mais identificamos quem é vítima e quem é culpado.

Pensei na busca insana dos famintos, revirando os lixos, lotados pelos desperdícios inconscientes (ou não) e desumanos dos que os produzem.

De repente, senti meus olhos marejados e um incômodo estranho, quase uma angústia, me apertava o peito, olhando os vidros fechados dos carros, outros sendo levantados rapidamente, enquanto o menino buscava pela esmola. Olhar agressivo, chutava o que encontrava no chão, cuspia palavras ásperas e ameaçadoras às janelas que o afastavam.

Esperávamos ansiosos pela abertura do sinal que nos livrasse do medo imposto pela frieza que o olhar do menino nos causava. Olhar de quem não tem mais nada a perder, o que quer que faça; de quem nada espera da vida, tampouco de graça. Olhar que denuncia a droga que o ameaça, refletida no corpo esquálido, coberto por farrapos.

E senti um medo estranho. Não do garoto, mas de mim...de nós. De todos que estavam ao meu lado, do tudo que temos, diante do quase nada que o garoto buscava.
Medo da minha impotência diante de uma sociedade corrupta, onde lotamos Templos de Orações, mas não damos soluções onde se grita por elas. Agimos como se tudo fosse absolutamente normal:
·        Levantar vidros que nos protejam;
·        Trancar portas que nos isolem dos perigos;
·        Nos acercarmos de câmeras e fios e outros milhares de recursos que garantam a nossa segurança.

Mas afinal, que segurança buscamos garantir?
·        A de continuarmos egoístas e maus, sem sermos incomodados?
·        De roubarmos do nosso próximo o direito ao sonho dos supérfluos que tanto nos saciam o paladar, o olfato, o olhar, o tato?
·        De nos recolhermos sossegados aos nossos lares, protegidos das chuvas, dos ventos, dos raios, enquanto tantos de nossos semelhantes buscam abrigo nas ruas, à mercê da sorte?
·        De podermos apreciar um prato quente e suculento, nos vários restaurantes agradáveis espalhados pela cidade, sem que olhares famintos nos incomodem a consciência?

E ainda reclamamos desses desafortunados que nos “incomodam o olhar”, com suas aglomerações pelas calçadas e praças, as mãos sempre estendidas em busca da esmola, seja em frente aos shoppings, restaurantes, sinaleiras ou estacionamentos nas ruas.

Enquanto isso, nossos cães seguem motorizados aos pet shops, de onde retornam lavados e perfumados, escovados e até engravatados, ou com laços, para saborear a ração equilibrada que os aguarda.

E Jesus dizia: - “Amai ao próximo como a ti mesmo”.

Enquanto essas reflexões atordoavam a minha cabeça e explodiam em minha consciência, senti uma vergonha enorme de mim mesma...de todos nós, insanos “burgueses”, ignorantes espirituais.
Senti vergonha das inúmeras preocupações que ousamos ter, com relação ao futuro, à velhice, aos filhos. Na verdade, todos seguros em seus lares, em seus trajes, protegidos por seus empregos ou aposentadorias, em seus acessos à médicos e hospitais, saciados em muitos dos seus desejos e vontades supérfluas. Às vezes nos dando ao “luxo” de nos sentirmos solitários.

Só Jesus conheceu a solidão da sociedade que ele amava e que lhe virou as costas, à cata de seus interesses.

Só quem tem as ruas como morada conhece a solidão dos rostos virados, dos olhares de repugnância, da altivez e prepotência dos que os veem como lixos.

Não sei por onde começarei, não faço a mínima ideia.
Estou imbuída, infelizmente, dos valores podres e hipócritas e dos condicionamentos impostos pela nossa sociedade. Sociedade esta que taxa como “delinquentes” os que são forçosamente excluídos dos sonhos e realizações de desejos.

Não vou mentir, pois também sinto medo de meus “irmãos” esquálidos que, por força do nosso egoísmo, corromperam-se através dos roubos, esvaziaram-se dos bons sentimentos, pelas leis trágicas e duras das ruas, onde “matar” é só um verbo, uma palavra.

De que forma, ou como, quando começarei a mudar esse jogo, independente da opinião dos que me cercam, não sei! Mas sei que começarei.
Meditando, dia a dia, no “como”; relembrando, dia a dia, o “porque”; determinando, dia a dia, o “quando”, pois somente assim sinto que poderei continuar com meus estudos, seguindo em minhas orações e cumprindo com a minha humanidade.

E Jesus anunciou: - “Longe da caridade não há salvação”!



Giana Neves
13/03/2014

sexta-feira, 26 de julho de 2013

EU DEVERIA ESTAR FELIZ. MAS...


EU DEVERIA ESTAR FELIZ! MAS...


Pois é, eu deveria estar feliz, pois acabo de adentrar ao rol da “melhor idade”.

- Hã? Melhor em que? Pergunto.

·     Na quantidade e qualidade das dores e cãibras nas pernas e pés?
·     Na qualidade do sono que agora insiste em cotas mínimas?
·     Na economia da comida, já que “de repente” tudo NÃO PODE? Não pode gorduras. Ai! Adeus pastéis, coxinhas com catupiry, camarões e patinhas de caranguejo empanadas, cotelinhas suínas e mais um milhão de outras deliciosas e suculentas “cositas”. Sniff!!!!
·     Economia nas palavras, já que ninguém suporta “idosos” que falam demais?
·     Economia nas roupas, pois com barriguinha saliente, culotes, algumas varizes(credo em cruz!), celulites (malditas sejam!), experimentar roupas diante do espelho já não pertencem mais aos “momentos felizes”?

Ah, mas existem vantagens! Por exemplo:
Frequentar academia deixa de ser luxo e torna-se o-b-r-i-g-a-t-ó-r-i-o!!!! Isso se não quiser:
·     Que o bumbum caia ao ponto de não parar no espaço devido, nas calças;
·     Que o peito desça tanto que pensem tratar-se de “água nos joelhos”;
·     Que a gordura abdominal acumule de tal forma que você passe a ter 3 peitos;
·     Que os ossos emperrem e fique impossível amarrar os tênis ou subir os zíperes de sandálias e botas.

Afinal, agora pertencemos à geração SAÚDE!

- Saúde???? E o que dizer das inúmeras caixinhas na cabeceira da cama? É um tal de:
·     Remédio para controle da pressão arterial;
·     Remédio para conter o desgaste ósseo;
·     Remédio para o perfeito funcionamento da glândula tireoide;
·     Cálcio, vitaminas e sais minerais;
·     O imprescindível Homeprazol (já não fazemos a digestão como antes e isso DÓI!!!);
·     Prótese para dormir e não roncar;
·     Óvulos hormonais para evitar o ressecamento vaginal.

E por aí vai. Ah, não podemos esquecer da “sagrada” taça de vinho tinto encorpado (essa parte é a minha cara!) para melhoria da circulação sanguínea.

E vamos sorrir (como???) para evitar a depressão típica dessa fase da vida (não ouso pronunciar o nome)!

Se não temos uma costela para nos aquecer, então devemos adotar um cachorro, gato, porco (animal ou não, rsrsrs). Só não vale ficar sozinha, pois OLHA A DEPRESSÃO, MENINAAAAAAAAAA!!!!

Filmes? Só dublados, please! A leitura começa a ficar difícil, não só pela “catarata” (dessa ainda estou livre), mas pela vista cansada mesmo!

Filmes eróticos? Só se o companheiro ainda insistir, e conseguir, erguer o mastro. Caso contrário, abdique urgentemente da luxúria e jogue essa energia sexual em outras paixões, tipo: serviço voluntário, aulas de pintura e escultura, culinária internacional, e outras (Oh, vida, oh dia!).

Insista! Seja otimista! E agradeça todos os dias:
·     Por ainda estar viva;
·     Por ainda estar lúcida;
·     Por ainda caminhar só;
·     Por ainda ter amigos(as) vivos(as);
·     Por ainda...O QUE MESMO???

E vamos enfrente, por que atrás vem gente, e antes que o trem da vida faça parada em nossa estação.

VIVRE LA VIE! LA VIE EM ROSE!


(Gil Neves)


terça-feira, 26 de março de 2013




ONTEM...HOJE...AMANHÃ!

Onde andarão?

O burburinho das vozes das crianças...
A conversa das mulheres ao redor da mesa da cozinha...

Os amigos chegando para o café da tarde...
As discussões acaloradas e repentinas (coisas de família)...

As piadas arrancando gargalhadas, noite adentro...
Os bolinhos de chuva devorados nas tardes chuvosas...

A emoção das crianças diante do “Papai Noel”...
A alegria dos Natais e a folia dos presentes...

Os ramos “bentos” dos Domingos de Ramos,
atrás das portas, ou enfeitando as tortas...

As Missas do Galo...
As ceias?

Sinto o silêncio buscando um motivo de expressão no vazio dos espaços...
O mesmo vazio que parece preencher o peito.

A saudade invadindo tudo, adentrando pelas portas e janelas.
A solidão tentando apresentar-se, sem encontrar nossa reciprocidade.

Estamos na mesma cidade, do mesmo país, ocupando os mesmos espaços,
mas um oceano parece nos separar de tudo...tudo que contenha vida.

Envelhecemos...é isso! Tão somente isso...ou TUDO ISSO!

E vamos, hoje, amanhã, enquanto durarmos,
Aprender a viver de saudades!


Gil Neves
Março/2013